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Designer versus micreiro e outros


O maior problema do design no Brasil é que ele ainda não é regulamentado. Isso traz sérios problemas para os designers que estudam durante 4 anos uma faculdade de design gráfico (desenho industrial, etc) e precisam concorrer com publicitários, arquitetos, artistas e os pseudo-designers - ou micreiros, pessoas que fazem curso de photoshop durante 6 mêses ou menos e dizem ser “design” (sic). Mas por que os designers formados / em formação são os mais recomendados a se fazer um trabalho gráfico, embora geralmente sejam mais caros que os micreiros?

Os micreiros não possuem o conhecimento necessário para se fazer uma arte gráfica, como uma identidade visual, cartaz ou cartão-de-visita. Fazer coisas assim não basta apenas saber como operar um programa de computador (lógicamente, ajuda muito).

Para fazer-se uma identidade visual para uma empresa é preciso ter noção de como vai ser reproduzido a logo, como vai ser utilizado, aonde vai ser utilizado, qual o significado que ele deve repassar aos clientes, como que a logo pode ajudar a aumentar a venda do cliente (e por consequência, gerar lucro para ele). Para conseguir isso, é necessário haver contato com o cliente, fazer um briefing, gerar e apresentar amostras, explicar elas, defender elas e finalmente montar o manual de identidade corporativa.

O que um micreiro faz? Ele pega o nome da empresa, coloca em um tipo “legal” e faz uma “logomarca” (logomarca não existe!*) que fica “bacana”, cheio de efeitos de degradê e blur. O micreiro vai repassar essa logo ao cliente em formato JPEG ou até mesmo PSD, mas que provavelmente não vai poder ser redimensionando sem destruir a qualidade da imagem, além de não seguir formas de função e de Gestalt. Mas isso não diz nada ao cliente, pois o micreiro vai pedir R$ 50,00 pra fazer uma logo. E isso é muito mais significativo do que o designer que pede R$ 5.000,00 pelo mesmo trabalho (profissionalmente feito, lógico).

Mas já que o vocabulário “designerístico” (sim, essa palavra não existe) não condiz com o vocabulário do cliente, vamos utilizar de perguntas básicas:

1) Você contrataria uma pessoa que tivesse 35 anos, miopia de 15 graus nos dois olhos, sem óculos, que reprovou 12 vezes no teste de direção, tivesse uma ficha criminal com 16 multas por excesso de velocidade, estacionamento em local inapropriado, acidente e por dirigir embriagado para ser o motorista da sua empresa?

2) Você contrataria um jardineiro, sem o segundo grau completo, semi-analfabeto, com 18 anos de idade e 3 anos de jardinagem que tenha pais que nunca sequer chegaram a 6a série do ensino fundamental, para projetar e construir a casa que vai abrigar você e sua família?

3) Você contrataria uma pessoa uma pessoa que passou 2/3 de sua vida em um presídio por roubo a mão armada, sonegação de impostos, desvio de dinheiro e lavagem de dinheiro para ser o tesoureiro ou responsável pelo departamento financeiro da sua empresa?

4) Você contrataria um garoto de 16 anos que há vários mêses têm jogado um simulador de vôo no seu computador para ser o piloto do jatinho novo que sua empresa adquiriu?

Se sua resposta foi “não” em todas as perguntas acima, então por que você contrataria alguém que não tenha noção de design para cuidar da primeira coisa que alguém vai notar na sua empresa: o visual dela.

Afinal de contas, a primeira impressão é a que fica, certo? Então fazer uma má primeira impressão é lógicamente inviável.

Você é micreiro? Defenda-se! Estamos aberto a discussões!

* A palavra “logomarca” é redundante, além de inexistente. Como disse Alexandre Wollner (um dos fundadores da ESDI, primeira escola de design do Brasil), “Logo e marca são meramente a mesma coisa, portanto, banam do seu vocabulário

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29 respostas para "Designer versus micreiro e outros"

  1. Daniel Carlos 10-08-07 ás 9:28 am

    Meu você está correto, mas o problema existe, o cidadão que não quer pagar R$ 5.000,00 reais por um trabalho profissional, os micreiros como você disse existem porque os donos de pequenos comercios não tem grana o suficiente, o que fazer, não faz a marca da empresa se é que podemos chamar o que os micreiros fazem de marca, porque não são profissionais, e por isso deixa o seu pequeno comercio sem o visual ou sei porque não é justo, entendo que tudo tem seu preço e é correto uma pessoa que passa 4 anos estudando na faculdade, cobrar por algo que irá representar a empresa de forma visual, mas o que fazer para diminuir esse problema, criar uma cooperativa de designers e diminuir o custo micros empresas, estou em Fortaleza Ceará, aqui as coisas são bem diferentes, todos querem ganhar muito fazendo pouco ou nada, conheco varios micreiro, não conhece nenhum designer, todos são feitos nas cochas como se diz, no entanto, sei que é injusto, mas o texto que você colocou não reflete a realidade de onde eu moro, somente grandes empresas compartilham da sua visão, como não são muitas, sobra profissional que tem que encara essa situação de disputa com micreiros, que não querem enfrentar uma faculdade, me desculpa por algum erro de português, espero respostas.

  2. Canha 10-08-07 ás 2:10 pm

    Realmente, você têm razão Daniel. Muitas pequenas e micro empresas querem ganhar dinheiro de primeira e gastar o menos possível com o que eles consideram “desnecessário”.

    É comprovado que um bom design pode aumentar os lucros das empresas. Achei até um artigo esses dias na net que as crianças que vêem comida sendo retirada de dentro daquelas sacolas de papel do McDonalds acham que é mais gostosa do que quando tirada de outra sacola sem marca, mesmo se o que foi tirado é a exata mesma coisa! Tá bom que isso vai de alienação também, mas não deixa de ser um exemplo.

    ás vezes eu também acho que cobrar R$ 5.000,00 numa logo pode ser caro para uma pequena empresa. Por isso que o designer têm que avaliar acima de tudo o tamanho dela e fazer algo em conta. Cinco mil pode ser muito para uma pequena padaria, mas imagine para uma multi-nacional? Cinco mil seriam o que eles ganham por hora.

    A questão do preço realmente é sensível e merece um artigo apenas sobre ele.

    Obrigado por comentar Daniel e espero que volte sempre aqui pra DP.

    Abraços.

  3. Rodrigo 14-08-07 ás 5:29 pm

    Vc está certo Daniel, mas acho que você não escreveu bem em alguns pontos.
    Acompanhando os exemplos que vc deu de contratações, um exemplo sobre contratar um designer seria:
    “Você contrataria um ajudante de pintor de parede para criar toda a identidade visual da sua empresa?”
    Mas veja bem, tem muitos micreiros q estudam muuuito mais que muitos designer em faculdade! eu concluo que, nem todo micreiro é mau profissional e nem todo universitario será bom profissional, depende. Faculdade não é o único caminho para o conhecimento…é mais rápido e mais direcionado, mas não é o único…ou vc vai dizer que Einstein era um “micreiro” …ou qq outro que já fez coisas brilhantes…
    O que considero ser solução, seria que a profissão fosse regulamentada por prova. Um sindicato, sei lá, criaria uma prova bem elaborada, com termos tecnicos, teorias, conceitos, alguma prova pratica tb…quem passar, está com o “alvará de funcionamento” e pode trabalhar e ser um designer.
    Teria prova tb pra ilustradores, etc…tudo direcionado as respectivas áreas…aí sim, excluiriam os maus profissionais formados e incluiriam os bons micreiros…
    Mas, enquanto nada acontece, tem um pensamento q me passaram uma vez:
    Tem cliente q nunca vai pagar 500 reais que seja, para um anuncio de jornal, logo, etc, Pq não tem dinheiro! ganha pouco!…Ou abriu o negocio a pouco tempo…Ou nunca investiu na área, e por ser leigo acha q não compensa investir muito…então o micreiro q não liga d ganhar pouco faz o serviço sujo. Depois d um tempo se sobrar dinheiro, o cliente faz o upgrade…Ou se ele não tinha coragem de investir, e está vendo a concorrencia crescer pq investiu, vai investir melhor, já q tb já foi iniciado na área pelo micreiro….
    Sei lá…vale pensar, assim como usamos a porcaria do sistema publico de saúde por falta de grana pra pagar um bom médico..tem gente que usa micreiros…acho q as vezes exageramos nessa historia, pois, um cara q paga 5000 em um logo, nunca vai contratar um micreiro…e um cara q só paga 50, não tem designer que vá querer esse cara como cliente…que fique para o micreiro então.

  4. Willys 28-08-07 ás 10:58 pm

    Sem dúvida o tema é bem polêmico, mas ainda falta muito para quem têm uma visão míope entender a importância de um bom design, de uma boa publicidade e de um bom planejamento de marketing. No Brasil, existem empresas de diversos tamanhos e realmente não são todos os que podem infelizmente pagar valores altos que acabam sendo muitas vezes quase insignificantes para os gigantes do mercado.

    Em minha opinião o conhecimento não se restringe somente a uma faculdade, mas é preciso lembrar que investir quatro anos de estudos não é fácil nem tão pouco barato neste país. Por isso o profissional de design merece o nosso respeito.
    Quem estudou (ao menos um pouco) as teorias da Gestalt, assim como outros conceitos, sabe da importância e a diferença que significa na construção de um bom trabalho gráfico.

    Quando eu comecei há 17 anos atrás, o termo design (ao menos pelo que me lembro) não era conhecido. As pessoas que criavam eram consideradas autodidatas e nem por isso deixavam de fazer um bom trabalho.
    É claro que com a modernidade foi-se criando a necessidade de cada vez mais buscar o conhecimento necessário para enfrentar a concorrência do mercado que a cada dia que passa fica mais voraz.

    Já ouvi coisas do tipo "propaganda e design é para os grandes".
    Aí pensei, santa ignorância!
    Quer dizer que somente as grandes corporações é que devem investir?
    E se isso é ruim porque investem?
    Alguém investe em algo que não lhe dá retorno só pelo prazer de ver seu dinheiro sendo jogado fora?
    Bem a resposta é óbvia.

    Mas há os pequenos que realmente precisam criar seus materiais gráficos, mas não dispõem de recursos para tal necessidade.
    Quem vai atendê-lo então?
    O profissional de design que cursou quatro anos de faculdade ou o micreiro ou ainda quem fica entre os dois (o profissional que embora não seja formado mas têm experiência e uma boa noção da situação?

    Na verdade o micro-empresário não vai poder pagar o design e o design não poderá trabalhar de graça. O que deve ser banido e repudiado não são as pessoas que são as pessoas que fazem um bom trabalho (sejam elas formadas ou não pois todos merecem o seu espaço), mas as que estão banalizando o termo" design fazendo verdadeiras aberrações como a que recebi outro dia denominada "Design Cards". Era um verdadeiro exemplo de péssimo design (na verdade não existia design), sem a menor noção do que estavam fazendo.

    Infelizmente nem todo mundo que adora e nasceu pra trabalhar com arte, design, publicidade & propaganda e marketing pode cursar uma faculdade.
    Mas na medida do possível eu sempre apoio quem quer e pode fazer uma, pois conhecimento e especializações nunca são de mais.

  5. Canha 29-08-07 ás 3:00 pm

    Willys,
    O assunto é complicado mesmo.
    Mas chegamos a seguinte questão: um jardineiro pode projetar um apartamento? Um jovem de 16 anos pode virar motorista? Alguém que nunca tenha voado em um avião pode pilotar um Boeing 747?

    Infelizmente, nem todos que gostam de design podem pagar uma faculdade. Isso é sem dúvida. Mas e os que podem e pagam a faculdade? Eu já perdi trabalhos para micreiros sem formação alguma, pois eles cobraram 0,5% do que eu iria cobrar. Não preciso dizer que o trabalho deles ficou ruim: uma logo cheia de efeitos e com uma péssima escolha de cores que não vai poder ser reproduzida facilmente e nem aplicada em objetos incomuns.

    Sobre micro-empresas não terem dinheiro para pagarem um designer profissional para fazer seu trabalho, creio que há muito profissional bom que é solidário também. Eu já fiz um site inteiro para uma instituição a troco de nada. Eu sabia que eles não tinham dinheiro pra me pagar, então aceitei trabalhar pra eles quando eles me prometeram pagar no futuro. Claro que é preciso ter certa confiança, por outro lado a insitiuição era sem fins lucrativos então eu não espero nenhum dinheiro deles (e francamente não tenho nem interesse em cobrar).

    O que eu vi bastante acontecer é de pequenas empresas estarem procurando por estudantes de design gráfico que estejam dispostos a fazer trabalhos visuais para eles. Todos meus colegas de faculdade já possuem um emprego na área.

    Enfim, é um tópico extenso que provavelmente irá valer de mais discussões em breve.

    Obrigado pelo comentário!
    Abraços.

  6. Vera Moreira Figueira 01-09-07 ás 10:53 pm

    Olha, eu acho que não tem por que fazer uma distinção entre “micreiros” e designers, no sentido preconceituoso que é dado em seus artigos. Se a gente fosse pensar em designer como feito apenas por pessoas que “endendem do assunto”, então teriamos parado em Michelangelo ou algum outro artista do gênero. Justamente, não somos Michelangelos hoje porque uns Van Goghs, uns Klein, umas Djaniras,se meteram a fazer design, e a coisa evoluiu.
    Ou seja, acho que esta estória de “micreiro” e designer é muito mais uma questão de garantia de espaço no mercado de trabalho.
    Que você defenda a grana gasta na faculdade, eu acho válido, mas que você ache que ninguém tenha nada mais a contribuir além dos próprios “designer” é estar numa posição estática. Estou pensando agora: o que seria do designer atual (com todas as suas “ousadias” gráficas atuais) se não fossem os grafiteiros? Hoje, você pode fazer um design “sujo”, antes não podia. Por qu
    ê? As coisas evoluem.
    Os “micreiros” não são tão irresponsáveis,eles também se ligam em seu trabalho, alguns mais outros menos.
    Mas, quem está com menos sempre dança, seja micreiro ou designer.

  7. Picolo 04-09-07 ás 11:39 am

    Vera, acredito que não entendeu o tópico. O que ocorre atualmente é uma banalização do termo “design” e “designer”, em diversas áreas, seja produto ou gráfico. O mercado do design gráfico é ainda o mais banalizado, pois se você concorre com um “profissional” que cobra R$ 50,00 onde um desenhista industrial cobraria R$ 2.500,00 , qual será o valor que esse cliente terá do design?
    Quem ele indicará à  outros empresários/compradores/gerentes?
    Afinal os dois não se intitulam “designers”?
    Qual é então o valor do design? Lixo?
    Porque quem cobra R$ 50 ou vive na casa da mãe ou complementa renda. Eu tenho minhas contas a pagar, acredito que você também.
    A questão não é ser micreiro. Existem bons profissionais na área gráfica, não-formados na especialidade, que fazem trabalhos maravilhosos, mas que tem seu preço.
    Sendo micreiro ou não quem cobra R$ 50,00 ( e existe quem cobra esse preço) está desvalorizando o trabalho do designer.

  8. Digital Paper » Logos: teoria, inspiração e tutoriais - Revista online de design gráfico - Publicação a cada 14 dias 04-09-07 ás 6:50 pm

    [...] não quer dizer que ao ler estes você estará pronto para ser um designer gráfico - no máximo um micreiro de meia-tigela. Design de logos não acontece no computador: é necessário pesquisa, rafs e só no final que o [...]

  9. Felipe Melo 18-09-07 ás 5:56 pm

    Assunto complicado, e a única solução e as empresas no Brasil passem a ter um “Design Thinking” melhor. Micreiros infelizmente sempre vão existir.

    Quanto as pequenas empresas. O KIT da ADG diferencia os valores cobrados por empresa de pequeno, médio e grande porte, e é dessa forma que a grande maioria trabalha. Mas sempre vai ter o dono da padaria que acha melhor pagar R$50,00 ( até o momento que o seu concorrente resolver gastar mais e pagar um Designer pra fazer toda a programação visual da padaria, e passar a atrair mais clientes… ai ele vai reparar a besteira que fez com os R$50,00)

  10. rObÉrIo MeNdEs 27-09-07 ás 7:09 pm

    E aew DANIEL CARLOS eu tbm sou de fortaleza…

    EU ACHO Q TD MUNDO TEM SEU ESPAÇO.QUEM MANDA É O CLIENTE, O CLIENTE ESCOLHE O Q QUER…

  11. Canha 27-09-07 ás 7:50 pm

    Robério,
    Concordo apenas parcialmente com seu ponto de vista.
    Escrevi um artigo sobre o cliente nem sempre ter razão, ele pode ser visualizado aqui:
    http://digitalpaperweb.com.br/ezine/1/o-cliente-nem-sempre-tem-razao

    O cliente pode escolher quem ele quiser, mas quando escolhe o designer, ele precisa entender que é não é só no nosso melhor interesse, mas no melhor interesse DELE deixar com que tenhamos carta-branca para criar o que for necessário para aumentar o lucro dele, pois é só o que interessa para ele no final.

    E quanto a todo mundo ter seu espaço, concordo. O que não acho justo é existir micreiro que se chama de “designer” quando ele não entende nada de teoria da cor ou gestalt (e todo o resto de teoria de design).

    Abraços

  12. Marcos 12-11-07 ás 1:52 am

    Eu entendo a sua frustração. Eu penei por 5 anos numa faculdade de engenharia, mas na falta de um sistema de regulação e certificação, qualquer Zé Arruela pode se chamar um “Engenheiro de Software”. Aliás, se “designer” está desgastado, “arquiteto”, “evangelista”, e até “guru” também perderam muito do valor inicial.

    Por outro lado, o efeito “sobrinho do vizinho” diminuiu bastante em software nos últimos anos. Eu acredito que esse avanço aconteceu porque quem só pode ou quer gastar $50 hoje em dia tem opções padronizadas comerciais ou open source que são muito melhores que o que um “curioso” pode produzir.

    O web design também está seguindo por esse caminho. Quem quer um design exclusivo paga. Quem aceita ser igual aos outros usa um template produzido profissionalmente e possivelmente faz pequenas customizações. Essa tendência de “design de massa” tem seus próprios problemas, mas a longo prazo torna os clientes mais exigentes e sofisticados.

    Um último toque: quer ganhar cinco ou dez mil criando uma identidade corporativa? Então prove que vai haver retorno no investimento. Se o Jakob Nielsen consegue provar que um investimento em usabilidade pode ter uma retorne de 200% ou 300% por A+B, (na verdade por A/B, mas isso é uma outra história) o que impede que designers façam a mesma coisa?

  13. Fernando 27-11-07 ás 11:10 am

    Olá. Vocês conhecem a Faculdades Integradas Rio Branco que oferece o curso de Design Editoração, é o que quero fazer vocês acham que está faculdade e este curso formam um Designer Gráfico ????

  14. Fernando 27-11-07 ás 11:41 am

    A opinião de vocês e enquanto a cursar alguma faculdade de Designer de 2 anos, no caso a UNIP e outras instituições oferem curso de 2 anos superior de Criação e Produção Grafica e outros nomes esses também podem formar um Designer Gráfico ou é melhor cursar uma de 4 anos mesmo ???? Aguardo respostas e muito Obrigado a todos….

  15. Fernando 27-11-07 ás 1:18 pm

    Fazer uma faculdade de Web (internet) como na Faculdade módulo paulista é bom também pra quem quer fazer sites ???

  16. Fernando 27-11-07 ás 2:12 pm

    Por favor me ajudem. O que faço ? Primeiro faço uma faculdade de Design Gráfico e depois aprendo a criar sites porque gosto das duas areas. Porque quero fazer trabalhos de Design Gráfico mas também quero criar meu próprio site e também criar sites para empresas que nem o Site do Designer http://www.eniodesouza.com.br ou eniosouza.com.br…. Me ajudem por favou preciso escolher até o fim desta semana….

  17. Canha 27-11-07 ás 8:07 pm

    Fernando,
    Aconselho uma faculdade de design gráfico primeiro para se ter noções de design. Depois, algum curso em programação (caso vc queira se voltar a programação também), ou apenas um curso específico em web design (caso sua faculdade não tenha ensinado o que você precisava saber para web - o que é raríssimo de encontrar hoje em dia).
    Abraços

  18. Fernando 28-11-07 ás 8:50 am

    Pretendo cursar uma faculdade agora, qual será melhor gosto das duas areas de criação de sites e Design Gráfico. Qual será a melhor opção, cursar Web Designer tem a Faculdade Módulo Paulista que é muito boa em informática e tem Design (Editoração) da Faculdade Rio Branco e Desenho Industrial da Faculdade Oswaldo Cruz, o que devo fazer ??? Web Designer é uma boa, ou eu posso aprender Web Designer junto com a faculdade de Design Gráfico….
    Entre a Faculdade Integrada Rio Branco que dá o curso de Design (Editoração) e a Faculdade Oswaldo Cruz que dá o curso de Desenho Industrial Programação Visual (Design), qual devo cursar ??? Pergunto isso a vocês porque o valor de uma para outra são diferentes e quero escolher uma que de pra eu pagar financeiramente me ajudem certo muito Obrigado….. Quero também saber se essas duas faculdade formam o Profissional Design Gráfico….
    Obrigado… A todos….
    Endereço das faculdades
    Rio Branco - http://www.riobrancofac.edu.br
    Oswaldo Cruz - http://www.oswaldocruz.br

  19. Ligia Fascioni 29-11-07 ás 4:19 pm

    Oi!

    Esse assunto é polêmico mesmo! Concordo em parte com você, inclusive, há algum tempo, cheguei a escrever uma coluna a respeito (sou colunista do site AcontecendoAqui). Veja o que você acha:

    DESIGNERS E MICREIROS

    28-11-06 Vira e mexe, nas minhas palestras, alguém fatalmente acaba me perguntando como resolver o problema da concorrência desleal entre designers e micreiros. Os designers estudam, pesquisam, fazem tudo direitinho, mas acabam perdendo a vez para aquele pessoal que faz qualquer coisa por um preço bem baratinho. E o cliente, esse ser desprovido de qualquer juízo e bom senso, ignora toda a competência do dr. designer para contratar um mané qualquer que sabe mexer no Corel. Como resolver esse nó?

    Bem, vamos tentar entender porque isso acontece. Partindo do princípio que o cliente não é totalmente burro e nem tem uma predileção especial por trabalhar com gente incompetente, eu diria que ele contrata o micreiro simplesmente porque não consegue perceber a diferença entre esse sujeito e um designer de verdade. Então, como de bobo o cliente não tem nada, ele faz como eu, você e toda a torcida do Flamengo numa situação dessas: contrata o mais barato.

    Além disso, o micreiro tem outra vantagem: ele faz exatamente o que o cliente quer. Se o dono da padaria quiser uma marca gráfica toda cheia de degradês e efeitos especiais, o mané capricha e coloca em prática tudo o que sabe de Photoshop. Se o sócio do restaurante quer usar os desenhos da filha de 5 anos como marca d´água no folder do estabelecimento, não tem problema. Para o micreiro não tem crise, ele faz tudo na maior boa vontade (e por um preço bem baratinho, não se esqueça). O cara é tão boa gente, como competir com um tipo desses?

    Boa parte dos designers resume sua pró-atividade fazendo cara de nojo e colocando a culpa no ignorante do cliente. Aha, eis a palavrinha-chave: ignorância. Sim, concordamos que o cliente merece esse adjetivo, mas ignorância não é crime. Ninguém tem obrigação de conhecer semiótica, teoria das cores, técnicas de composição, leis da Gestalt e o impacto disso tudo no trabalho que está sendo feito. Só o designer, é claro. E aí é que ele se diferencia do micreiro. O designer pode (e deve) explicar para o cliente, da maneira mais didática possível, porque é que usar 4 tipos diferentes de fontes tipográficas em um cartão de visitas pode não ser uma boa idéia. E tudo isso usando os termos certos, sem petulância e ar de enfado. O designer deve explicar também a interpretação semiótica de todos os elementos que ele colocou no projeto gráfico, justificando o porquê de cada coisa estar ali. Deve considerar que o cliente tem um olhar diferente do seu, e às vezes é possível combinar esses olhares numa solução interessante sem ofender seu senso estético. Deve saber defender muito bem o conceito de uma marca sem se sentir pessoalmente ofendido com perguntas ou questionamentos. Se o palpite do cliente é furado, explique para ele, sem esbravejar, o impacto que aquilo terá sobre a percepção do consumidor e como pode prejudicar o seu negócio. Enfim, o designer, além de saber muito, deve ser um grande negociador.

    Ao documentar as reuniões, escrever um briefing bem feito, cumprir os prazos, primar pela pontualidade e pela qualidade nas apresentações, sempre entregar o que prometeu e explicar detalhadamente cada parte do seu trabalho, o designer estará com certeza se diferenciando do micreiro. Qualquer um da tocida do Flamengo consegue ver a diferença. O designer cobra mais porque sabe o que está fazendo, seu trabalho vai fazer diferença no negócio. Ele faz por merecer cada centavo.

    Mas está cheio de designer com diploma que acerta tudo de boca, não explica seu trabalho direito, mal sabe contextualizar o que fez, não entende nada de teoria das cores e muito menos de semiótica, atrasa todas as entregas e senta com a perna aberta mascando chicletes falando “tipo” a cada três palavras. Comporta-se como um artista temperamental, tudo o que faz é na base da intuição. Método projetual ele desconhece, fez assim porque achava que ficaria legal. Esse sujeito fica ofendidíssimo ao ser confundido com um micreiro. Talvez o figura não saiba, mas ele realmente é um micreiro.

    E tem micreiro (são poucos, é verdade) que anota tudo direitinho, faz contrato, estuda as opções, é pontual, tenta resolver as necessidades do cliente, lê vários livros sobre o assunto, sabe conceituar o que fez, cumpre sempre o que prometeu. Esse profissional acha que é um designer, e é mesmo.

    Mais do que a formação acadêmica, a diferença entre o designer e o micreiro está na atitude profissional.

    Além disso, não se pode ignorar a diversidade do mercado. Há clientes para micreiros e há clientes para designers. Tem lugar para todo mundo, sem crise. Já dizia um amigo meu que os competentes se reconhecem mutuamente. Eu concordo.

    Lígia Fascioni
    http://www.ligiafascioni.com.br

  20. Tudo que você sempre quis saber sobre design mas não tinha a quem perguntar | Digital Paper Design 21-01-08 ás 9:15 am

    [...] O que é um micreiro? Micreiro é a forma mais despresível existente na Terra. Micreiro utiliza de softwares para criar “logos” e outros produtos de “design” porém sem entender de toda a teoria que o designer entende. Geralmente, ele também cobra um valor ridicularmente barato para efetuar estes serviços e de qualidade inferior a de um designer de verdade. Se seu designer está cobrando R$ 30 para fazer uma logo, ele provavelmente é micreiro. Dispense de seus serviços imediatamente, pois mais tarde quando você for aplicar este trabalho em impressos você notará que só terá dores de cabeça. Artigo no Digital Paper: Designer versus micreiros e outros. [...]

  21. RoadsterV8 02-02-08 ás 9:05 pm

    Amigos, essa discução é velha…

    Na verdade “cada cliente tem o logo que merece…”

    Estudei PP na Unisinos, trabalhei em grandes empresas, etc, etc. Mas não acho justo chamar essas pessoas de micreiros…

    O pequeno comerciante da esquina não quer saber de conceito, quer ser visto! E vai te pagar uma ninharia, se não for pra ti vai ser pra outro. Vai tirar a velha maquininha e fazer as contas, por que ele é assim.

    Tem que achar o cliente que pensa de forma corporativa, que quer crescer, quer virar uma rede!

    Ai sim dá pra vender o peixe do conceito, sacou!

    Se você tem um conhecimento maior, então tem que vender e descobrir quem é seu cliente em potencial.

    Desculpe, mas eu tô cansado dessas discussões infindáveis, sobre “eles estão roubando meu lugar no mercado”.

    Tem gente que faz a faculdade mas não faz curso de software, não faz estágio, não faz carreira e depois fica choramingando…

    Ao invés de ficar reclamando tem que ir a luta!

  22. Fernando S. Maia 03-02-08 ás 10:53 pm

    Bom, o assunto é realmente complicado como já citaram acima..
    Tenho 18 anos, e como ainda não tive formação acadêmica, ainda posso ser chamado de micreiro. Pretendo me tornar webdesigner.
    Mas voltando ao assunto, prefiro dividir minha opinião em alguns aspectos.
    Quanto ao comercial:
    O que eu conclui é que as empresas de pequeno porte têm uma noção completamente errada do significado de criar um website.
    Em muitos casos, tratam o site apenas como um “cartão de visita”, e não têm a menor noção do impacto do website sobre a empresa.
    Dentre essas empresas, muitas te dão só o logo, as cores, o que eles querem colocar no ar, e SÓ.
    Pouco se importam com o mindshare, brainstorm, briefing, dentre outros que garantem a qualidade de um site.
    Um dos meus clientes recentes foi uma empresa de produtos químicos. O cara encarregado de tratar sobre o site era químico!! Ou seja, eu chegava lá com vários papéis, designs diversos, diferentes formas de organizar a informação; no fim da conversa eu percebia que ele não absorvia 1% do que eu falava, e acabava a conversa no “Bom, o que você fizer está bom.”; “Se VIRA”.
    Quanto ao artístico:
    Acho que a arte é livre e qualquer um é capaz de criar. Logicamente o bom uso de conceitos faz sim uma obra infinitas vezes melhor. Um design feito por um designer é infinitas vezes mais elaborado é melhor do que um feito por micreiros. Mas isso NÃO SIGNIFICA que tudo que os micreiros fazem seja um monte de merda. Não cabe a NINGUEM definir o que é arte, muito menos quem é capaz de fazê-la.

    Quanto ao lado do designer:
    Acho que o problema existe na parte da concorrência desleal, a “prostituição do design”. Com isso designers realmente são desvalorizados. Nesse lado eu apóio a comparação.

  23. RoadsterV8 05-02-08 ás 11:29 am

    Não acho que seja “prostituição do design”, muito embora pensasse assim antes…Como você disse “Acho que a arte é livre e qualquer um é capaz de criar”, o design não seu, meu, de ninguém!
    Existem designs e designs. Tem mercado pra todo mundo, pra todos os gostos e preços!
    Não vou ficar chateado se outro faz mais barato e mais simples… Pois existem clientes e clientes também.
    Se meu trabalho tem valor, bom quem saber ver a diferença paga por ela. Tem gente bem melhor tb.
    E isso serve pra tudo, se compro uma roupa de griffe ou se compro uma mais barata, se almoço em um restaurante caro ou não. O cliente tem a livre escolha. Temos que aprender a vender a diferença, o conceito e achar o nosso target.
    Abraços.

  24. Lobo 07-02-08 ás 12:43 pm

    Por que existe a concorrência desleal…? Simples e banal… existe espaço para isso! Não acho justo simplesmente afirmar “micreiro faz de qualquer maneiro à qualquer preço”… assim como não acho justo julgar um cliente por não saber o que é uma fonte serifada… Design é em parte arte… e arte é livre em todos os sentidos… Imaginem o que seria da música se só houvesse espaço para os músicos formados…? Sou físico e programador formado pela UFRJ… e sim… crio sites, logos, css elaborados… não faço de qualquer maneira… e além do mais, acredito que haja uma super-valorização da profissão de vocês quanto à questão do profissionalismo…

  25. Vinicius 08-02-08 ás 10:39 am

    só pra lembrar… logo é um substantivo masculino
    xD

  26. EDYR AFFONSO 14-02-08 ás 10:39 am

    OLA GENTE, ESTA QUESTAO DE DESIGN VAI DAR MUITO O QUE FALAR, POIS O DESIGNER OU MELHOR, O DESENHISTA INDUSTRIAL (COMO NA VERDADE DEVE SER CHAMADO, POIS MEC - MINISTERIO DA EDUCACAO, NAO ACEITA PALAVRAS DE ORIGEM ESTRANGEIRAS PARA CHAMAR OS CURSOS LECIONADOS NO BRASIL). O DESENHISTA INDUSTRIAL E O PROFISSIONAL MAIS BEM QUALIFICADO DO MERCADO, E EM MATERIA DE CONHECIMENTOS GERAIS. NAO HA PROFISSIONAL QUE ENTENDE DE: HISTORIA, DESENHO, PSICOLOGIA, MATEMATICA, FISICA, QUIMICA, ANATOMIA, FISIOLOGIA, ERGONOMIA, DESENHO TECNICO, INFORMATICA, MATERIAIS E PROCESSOS DE FABRICACAO. UFA!! SAO INUMERAS! POIS ESTES SAO APENAS ALGUNS DOS DIFERENCIAIS ENTRE O DESIGNER E OS MICREIROS.

    COLOCO-ME A DISPOSICAO

    ATENCIOSAMENTE,

    EDYR AFFONSO
    DESIGNER DE PRODUTO E ERGONOMISTA

  27. bruno 14-03-08 ás 6:48 pm

    Po, faço curso de design grafico na Belas Artes e não conseguiria definir melhor a diferença entre designer e micreiro. Parabéns pelo ótimo texto!

    Abraços,
    Bruno

  28. Fred 05-05-08 ás 8:00 pm

    Bem polêmico o Tema…
    Concordo que a palavra designer ou design esta sendo banalizada, porem muitas vezes são pessoas que tem um pequeno conhecimento sobre algum soft e acha que ta abafando.
    Eu me coloco como um micreito :D
    Já fiz alguns logos, porem sem o conhecimento de um designer e sim com a imaginação de alguém que se amarra em criar.
    Eu penso que o Micreiro é aquele que sustenta o mercado intermediário como pequenas impresas em geral, imagina o cara precisar estudar quatro anos pra fazer um cartaz pra padaria do seu Zé aqui da esquina. Logicamente é muito bom ter uma faculdade, ainda não entrei pq tenho 16 anos apenas :D
    Forte Abraço,
    Fred

  29. Pamela 23-06-08 ás 11:42 am

    bom, acho o seguinte: arte é livre e todos têm o direito d criar. SIM, concordo. Mas esquecem q DESIGN NÃO É ARTE. e é daí q partem as confusões e justificativas pro trabalho mal feito q fazem por ai.

    Mas pior ainda é quem c preocupa com os “micreiros”.. (eu considero micreios akeles q não tem conhecimento teorico e tb nao c interessam nem um pouco em estudar, estao pouco c lixando e fazem merda adoidado ai) c vc nao é um deles, pq o medo deles roubarem seu espaço no mercado???

    C o seu trabalho é bom, melhor p vc. Vai ter clientes bons, vai ganhar o qto merece e seu trabalho vai ser reconhecido..
    + C seu trabalho é ruim, filhoooo, nao adianta nem ser designer pós-graduado no escambau do diaboA4, vai ter o q merece tb, e esse sim vai disputar trabalho com micreiro.

    Tem gente q não tem “o dom”. E tem mto micreio q leva jeito pra coisa, só precisa tomar vergonha na cara e estudar.

    Como meu pai diz: “quem não tem estudo não chega a lugar nenhum.”


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